Dicionário do investidor
Os termos que aparecem em relatórios, contratos e conversas com assessores, explicados em linguagem simples. Cada verbete tem definição curta, como funciona na prática e um exemplo com números.
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Sugerir um termoAção é uma fração do capital de uma empresa: quem compra vira sócio e pode ganhar com proventos e com a valorização do papel, ou perder se o preço cair.
Alocação de ativos é a divisão do patrimônio entre classes como renda fixa, ações, FIIs e exterior, conforme objetivos, prazo e perfil de risco.
Anbima é a associação das instituições do mercado financeiro que autorregula fundos e distribuição, emite certificações e calcula índices.
Ancord é a associação das corretoras e distribuidoras que, como entidade credenciadora autorizada pela CVM, certifica e credencia assessores de investimentos.
Assessor de investimentos é o profissional credenciado que atua por uma ou mais corretoras ou bancos: capta clientes, recomenda produtos e transmite ordens.
BDR é um certificado negociado na B3 que representa ações ou ETFs de empresas e fundos estrangeiros, cotado em reais e sujeito ao câmbio.
Benchmark é o índice de referência, como CDI, Ibovespa ou IMA-B, usado para medir o desempenho de um investimento e calcular a taxa de performance.
CDB é um título emitido por bancos para captar recursos, com juros prefixados, pós-fixados ou atrelados à inflação e cobertura do FGC.
Taxa dos empréstimos de um dia entre bancos, calculada pela B3. É a principal referência da renda fixa: 'rende 100% do CDI' significa acompanhar essa taxa.
CEA foi a certificação da Anbima para especialistas em investimentos, extinta em 2026 e substituída pela trilha de certificações CPA, C-Pro R e C-Pro I.
CFP é a certificação internacional de planejador financeiro, concedida no Brasil pela Planejar; exige curso superior, prova, experiência e código de ética.
CNPI é a certificação da Apimec exigida de quem elabora relatórios de análise de valores mobiliários, conforme a Resolução CVM 20/2021.
Come-cotas é a antecipação do IR sobre rendimentos de fundos, cobrada no último dia útil de maio e de novembro com a redução do número de cotas.
Cota é a menor fração de um fundo de investimento; o valor da cota é o patrimônio líquido da classe dividido pelo número de cotas emitidas.
CRI e CRA são títulos de securitizadoras lastreados em recebíveis imobiliários ou do agronegócio, isentos de IR para pessoa física e sem cobertura do FGC.
CVM é a autarquia federal que regula e fiscaliza o mercado de valores mobiliários, como ações, fundos e debêntures, e os profissionais que atuam nele.
Day trade é a compra e venda do mesmo ativo no mesmo dia; o lucro paga 20% de IR, sem isenção, e o risco de perda é alto.
Debênture é um título de dívida de empresas; as incentivadas da Lei 12.431 são isentas de IR para pessoa física, e as de infraestrutura beneficiam o emissor.
Diversificação é distribuir o dinheiro entre classes, emissores, setores e prazos diferentes para que a perda em um investimento não afete toda a carteira.
Dividendos são a parte do lucro distribuída aos acionistas; desde 2026, quem recebe mais de R$ 50 mil por mês de uma mesma empresa tem 10% de IR retido.
Duration é o prazo médio ponderado dos pagamentos de um título e mede quanto o preço varia com os juros: quanto maior, maior a oscilação.
ETF é um fundo com cotas negociadas na bolsa que, em geral, replica um índice como o Ibovespa ou o S&P 500 e dá exposição à carteira inteira com uma cota.
Fee fixo é o modelo em que o cliente paga ao profissional um percentual fixo sobre o patrimônio, em vez de comissões embutidas nos produtos.
FGC é o fundo que devolve até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado se o banco quebrar, com teto de R$ 1 milhão em 4 anos.
Fundo imobiliário (FII) é um fundo negociado em bolsa que investe em imóveis ou títulos imobiliários e distribui ao menos 95% do lucro semestral.
Fundo multimercado é o fundo que pode combinar juros, ações, câmbio e derivativos, com retorno que depende do gestor e risco variável por estratégia.
Home broker é a plataforma da corretora para comprar e vender ações, FIIs, ETFs e outros ativos da bolsa pela internet, com ordens enviadas à B3.
Ibovespa é o principal índice da B3: mede o desempenho de uma carteira teórica das ações mais negociadas, ponderadas pelo valor em circulação.
IOF regressivo é o IOF cobrado sobre o rendimento de aplicações resgatadas antes de 30 dias, com alíquota de 96% do ganho no 1º dia a zero no 30º.
IPCA é o índice oficial de inflação do Brasil, calculado todo mês pelo IBGE a partir dos preços pagos por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.
Juros compostos são juros calculados sobre o valor inicial mais os juros já acumulados, o que faz o saldo crescer cada vez mais rápido com o tempo.
LCI e LCA são letras emitidas por bancos para financiar o crédito imobiliário e o agronegócio, isentas de IR para pessoa física e cobertas pelo FGC.
Marcação a mercado é a atualização diária do preço de um título pelo valor que ele teria se fosse vendido hoje, de acordo com os juros do mercado.
Perfil de investidor é a classificação (conservador, moderado ou arrojado) feita por questionário e que define quais produtos podem ser recomendados.
PGBL é o plano de previdência cujas contribuições podem ser deduzidas do IR até 12% da renda bruta tributável anual, com imposto sobre o total no resgate.
Portabilidade é a transferência do saldo de um plano de previdência para outro do mesmo tipo, sem resgate e sem imposto de renda na operação.
Pós-fixado é o título cujo rendimento acompanha uma taxa de juros de referência, como CDI ou Selic; os atrelados ao IPCA costumam ser chamados de híbridos.
Prefixado é o título de renda fixa com taxa definida na compra: quem leva até o vencimento recebe o combinado, mas o preço oscila até lá.
Rebalanceamento é o ajuste da carteira para voltar à alocação planejada, vendendo o que subiu além da conta ou levando aportes ao que ficou para trás.
Rebate é a parte da taxa de um produto, como a de administração de um fundo, que a gestora ou o emissor repassa ao distribuidor e ao assessor.
Reserva de emergência é o dinheiro guardado para imprevistos, de três a doze meses de gastos conforme a renda, em aplicação segura e de resgate imediato.
Selic é a taxa básica de juros do Brasil, definida pelo Copom a cada 45 dias e usada como referência para o crédito e os investimentos.
Suitability é o dever, previsto na Resolução CVM 30, de verificar se um produto, serviço ou operação é adequado ao perfil do cliente antes de recomendá-lo.
Tabela regressiva de IR: a alíquota cai com o prazo; na renda fixa, de 22,5% (até 180 dias) a 15% (acima de 720); na previdência, de 35% a 10%.
Taxa de administração é o percentual anual cobrado do fundo para remunerar o administrador, provisionado todo dia útil e já descontado do valor da cota.
Taxa de performance é a cobrança sobre o que o fundo render acima de um benchmark compatível, apurada no máximo a cada semestre e sujeita a linha d'água.
Tesouro Direto é o programa do Tesouro Nacional com a B3 para venda de títulos públicos federais a pessoas físicas pela internet, a partir de valores baixos.
VGBL é o plano de previdência privada com natureza de seguro, sem dedução no IR, em que o imposto no resgate incide só sobre os rendimentos.
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